domingo, 3 de julho de 2016

Relaxamento inevitável

A carreira de um esportista é alimentada por desafios.
Djokovic passou muitos anos bufando no cangote de Federer e Nadal, até conseguir derrotá-los nos maiores torneios e assumir o posto de número 1 do mundo.
Depois de alguns anos nessa posição dominante, a grande conquista que lhe faltava era a do único dos 4 Slams que ele não possuía, Roland Garros.
Já tinha batido na trave 3 vezes e começava a se tornar um pequeno trauma na então irretocável carreira.
Pois quando o sérvio enfim conquistou o troféu dos mosqueteiros, como é conhecida a taça do aberto da França, não é que ele pareceu tirar um caminhão das costas?
A meu ver esse peso aliviado ajuda a explicar sua eliminação precoce em Wimbledon, o Grand Slam subsequente a Roland Garros, cuja conquista o manteria na briga para fechar os 4 maiores torneios do tênis num mesmo ano (faltava conquistar Winbledon e o US Open).
Mas Djokovic não é de ferro e sua cabeça cansou.
Sua maior meta para o ano foi alcançada e seu organismo deve ter pedido arrego.
Mesmo a medalha de ouro olímpica não tem o mesmo apelo do torneio francês.
Não que não a queira, ao contrário, deve chegar ao Rio babando.
Mas em parte, Djokovic já fechou 2016 para balanço.
E se Federer pretende atrapalhá-lo naquela que é seguramente a sua próxima meta - bater o recorde de 17 slams do suíço -, não pode perder essa chance única de levantar mais um caneco em Londres.
É provavelmente sua última chance.

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